Cake - Uma Razão Para Viver

SINOPSE
Claire Simmons é uma mulher traumatizada e depressiva, que busca ajuda em um grupo para pessoas com dores crônicas. Lá, ela descobre o suicídio de um dos membros do grupo, Nina. Claire fica obcecada pela história desta mulher e começa a investigar a sua vida. Aos poucos, começa a desenvolver uma relação inesperada com o ex-marido de Nina, Roy. 



"Não pule!"

Muito já se falou no mundo sobre Jennifer Aniston: que é bonita, que é feia, que é simpática, que atua mal e que atua mal. Muitos ainda defendem que a atriz nunca conseguiu interpretar outro papel que não fosse o de Rachel Greene, na icônica série Friends. A crença coletiva em relação à capacidade de atuação da atriz (ou à falta dela) durou por muito tempo, mas só até chegarmos a Cake: Uma Razão para Viver (Cake).

O roteiro, assinado por Patrick Tobin, é dirigido por Daniel Barnz e estrelado por Jennifer Aniston, Adriana Barraza e Anna Kendrick, entre outros. Rachel Morrison é a responsável pela fotografia do filme, o design da maquiagem fica a cargo de Karyn Wagner e a trilha sonora é de Christophe Beck.


Se o aspecto de Cake que mais parece se destacar é a atuação de Jennifer Aniston, nada mais justo que começar por aí. E convenhamos que não tem nada de extraordinário. É claro que, para os padrões de alguns atores e atrizes, o que ela apresentou foi fantástico. Por outro lado, para o nível de drama que o filme se propõe a estabelecer, a impressão é de que a atuação foi quase insuficiente.

Não que a personagem ajude, também. Cake conta com uma protagonista solitária e antipática, que sofre de dor crônica e amargura. Em muitos momentos, é como se estivéssemos vendo uma versão feminina de Gregory House, mas sem os momentos e frases geniais que circulam na internet até hoje em dia. E se temos um House sem a parte boa, é claro que quem o interpreta precisa compensar com uma atuação, no mínimo, a nível de ninguém menos que Hugh Laurie. E é óbvio que Aniston não chega nem perto.

Apesar de a personagem não ser interessante, o seu histórico é construído de maneira que o é. No primeiro minuto do filme, já encontramos a protagonista com suas colegas em um grupo de apoio a pessoas que pessoas que sofrem de Dor Crônica discutindo sobre o suicídio de uma das companheiras. A jornada dela até chegar a este ponto é apresentada a partir de imagens ou diálogos em relação ao seu passado durante sua trajetória de autoconhecimento e redenção.


A fotografia tem momentos muito bons, com alguns planos muito belos e outros bastante significativos. Em alguns momentos de visão subjetiva, por exemplo, vemos tudo muito claro e muito branco, como se a protagonista estivesse de ressaca o tempo todo (e, de certa forma, está). Apesar disso, a impressão é de que a diretora de fotografia tenta demais. De vez em quando passa da conta.

O filme aborda temas como amor, família, valores, redenção e várias nuances que rodeiam a relação de vida e morte. São temas que, se dispostos da maneira certa e sob o comando da pessoa certa, podem fazer toda a diferença e criar um filme grandioso. É uma pena que isso não aconteça com Cake, mesmo que este, assim como sua fotografia, se esforce além do aceitável.
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