
SINOPSE
Mortal Kombat X é a chegada da lendária franquia de luta à nova geração. Combina uma apresentação dinâmica e cinematográfica com uma jogabilidade totalmente nova, criando assim os combates mais brutais de todos os tempos.

No dia em que escrevo esse texto, uma manhã de domingo, me recordo de passar a noite anterior jogando esse tal Mortal Kombat X. Chamei meu irmão, minha vó e a vizinha ao lado para rir da dublagem da Pitty e me sentir inserido na sociedade (
Um dos motivos de se ouvir sobre jogos ultimamente é a dublagem feita por personas famosas e com pouco profissionalismo na área. Já havíamos presenciado isso no cinema e agora é a vez dos videogames. Podemos olhar essa situação e apenas esboçar um sorriso como se fosse mais um daqueles vídeos de gatinhos que a internet reproduz, ou podemos tornar a ação de marketing um sucesso transformando a dublagem em um assunto que até aquele seu conhecido menos envolvido em videogames comenta. Existe um lado bom nas duas atitudes e talvez a Pitty não seja um problema tão grande assim.

Falando agora sobre o jogo, quem jogou Mortal Kombat 9 vai se sentir familiarizado com o X, temos no modo história um sistema de narrativa semelhante ao seu antecessor e de Injustice: Gods Amoung Us, ambos da desenvolvedora NetherRealm e distribuídos pela Warner Bros: a forma como a história é contada continua sendo um ponto alto da franquia por se distinguir dos outros jogos de luta.
O enredo conta com tramas paralelas, mas a central se foca em continuar do momento onde o anterior parou, havendo o retorno do vilão Shinnok após a queda de Shao Khan. O inimigo tenta dominar tanto a Exoterra quanto o plano terreno utilizando guerreiros mortos durante o Kombat e revividos pelo necromante Quan Chi.
Apenas por esse resumo é possível dizer que ainda temos um Mortal Kombat “klássico”. Mesmo com os novos personagens, ainda existem ninjas, militares americanos, monges shaolin e lutadores de diversas artes marciais.

Através das subtramas, o jogo insere e explana parte dos novos personagens, dando importância ao jovem time de Cassie Cage. Caso o jogador esteja aberto aos elementos trash da série, se sentirá bem satisfeito com a curta campanha.
Mortal Kombat mantém sua essência na história, mas renova em jogabilidade, trazendo um sistema onde cada lutador possui três estilos de combate que, somados ao aumento na velocidade dos movimentos e a melhoria no aspecto da HUD (representação de objetos informativos no jogo, nesse caso a barra de HP e especiais), são ótimos pontos positivos.
Cada luta amplia a gama de possibilidades no jogo e diverte com sua fluidez, apesar de algumas sequências de combo básico se manterem semelhantes entre vários personagens. É interessante sentir o impacto de cada golpe durante a luta e nos momentos dos especiais em raio-x.

A trilha sonora branda é pouco perceptível em momentos amenos da história, mas nos momentos certos como em lutas ou quick-time events é semelhante a filmes de ação: as músicas variam de acordo com o cenário, se mantendo no mesmo ritmo das cutscenes, entretanto permanecendo quase imperceptíveis. Os efeitos sonoros dão um show de qualidade: cada entranha esmagada é audível, seja na troca de socos ou durante os fatalities.
É agradável jogar Mortal Kombat X e interagir com o cenário tanto para atacar o inimigo quanto para esquivar dele. Contando com diversos modos de jogo, é uma ótima opção para quem é experiente ou para o jogador amador.
