
O título mais tenebroso da saga Sobrenatural apresenta o reino sobrenatural do Além e revela como Elise Rainiero explorou pela primeira vez em sua luta para salvar uma jovem de uma possessão demoníaca.

James Wan é um nome muito presente no meio dos blockbusters de terror; como boa parte dos consumidores desse tipo de filme, eventualmente, vai perceber. Sua contribuição nos rendeu bons filmes, como Jogos Mortais, A Invocação do Mal e, naturalmente, a franquia Sobrenatural. Essas franquias têm alguns pontos em comum e a presença desses pontos existe também em filmes que não foram escritos ou dirigidos por ele, indicando sua influência sobre seus colegas. Um desses filmes é Sobrenatural: A Origem (Insidious: Chapter 3).
Escrito e dirigido por Leigh Whannell, o filme tem produção de James Wan e é estrelado por Stefanie Scott, Lin Shaye, Dermot Mulroney e Michael Reid MacKay. Joseph Bishara é responsável pela música, enquanto Brian Pearson fica encarregado pela fotografia.
A partir da primeira leitura da sinopse de Sobrenatural: A Origem, já é possível imaginar o nível absurdo do desafio que o filme tem pela frente: precisa fazer sua premissa parecer necessária, indo contra todas as apostas. Isso acontece porque o filme é o terceiro da franquia e se propõe a funcionar como um "prequel" (ou uma "prequência", se você preferir) da história original, apesar de o segundo filme, de certa forma, já cumprir esta função.

A solução gera um ótimo exemplo do lado negativo dessa necessidade crônica que temos atualmente de transformar tudo em franquia: explorar a origem da equipe que resolve os problemas sobrenaturais, composta por Elise, Specs e Tucker. Para isso, é claro, conhecemos outro drama de outra família, que também passa por "muitos apuros com um monstrinho de outro mundo", como diria o narrador da propaganda da Sessão da Tarde. Consequentemente, o resultado é um filme que tem a trama ainda mais desinteressante que a dos dois que o antecederam e que aposta todas as fichas na maneira de conduzir essa trama.
E é aí que entra o pulo do gato. Whannell, apesar de ainda estar dando os primeiros passos na direção cinematográfica, faz um trabalho muito inspirado de construção do clima das suas cenas de tensão. Não deixa de apostar no susto básico, mas também investe no verdadeiro medo e na agonia dos momentos. Apesar de não ser extremamente inspirado, o filme consegue ter alguns bons momentos. É uma pena que, a partir de certo momento, essa tensão seja toda jogada no lixo de um jeito bem idiota, só para garantir que o filme transmita sua mensagem.

Quando se fala em atuações, o nível consegue ser um pouco mais alto que o do roteiro. Porém as personagens exigem muito pouco do elenco e, em momentos de maior cobrança, alguns intérpretes acabam não conseguindo se firmar. Destaque para as duas atuações principais, que não passam por esse problema.
Em resumo, Sobrenatural: a Origem se destaca no meio dos filmes de terror que só conseguem chamar a atenção de quem se interessa por sustos bobos, mas ainda não é uma aposta segura para quem pretende ver um bom filme de terror nas telonas esse ano.
