O Agente da U.N.C.L.E


SINOPSE
Adaptação da série de TV homônima. No começo dos anos 60, o agente da CIA Napoleon Solo e o executivo da KGB Illya Kuryakin participam de uma missão conjunta contra uma misteriosa organização que produz armas nucleares ilegais.


Filmes autorais, em sua maioria, são obras únicas que trazem a assinatura do diretor por trás da obra. É normal reconhecermos filmes do Tim Burton por sua estética ou do Tarantino por suas histórias de vingança. Com o diretor Guy Ritchie acontece algo semelhante: notamos que existem diversas correlações com clipes musicais e que suas histórias costumam possuir personagens cativantes e girar em torno de gangsters. Alucinados e frenéticos, seus filmes conquistam fãs de ação com uma pitada de humor e belos efeitos de corte e câmera.

Baseado na serie de TV norte-americana de 1964, O Agente da U.N.C.L.E é estrelado por Henry Cavill, Armie Hammer e Alicia Vikander. A direção fica por conta de Guy Ritchie, que, em parceria com Lionel Wigram, também fica responsável pelo roteiro. Dessa vez, Guy Ritchie abandona o tema gangster e entra no mundo dos agentes secretos, porém de forma segura e sem muita inovação.


Histórias que envolvem espionagem na Guerra Fria possuem um formato pré estabelecido: em sua maioria, existem vilões que sentem a necessidade de destruir e ameaçar países inteiros com bombas nucleares. Em geral, esses filmes retratam a União Soviética como vilã e os Estados Unidos como mocinhos. Salvo por alguns plot twists, O Agente da U.N.C.L.E segue essa linha de roteiro de forma religiosa, mas com a diferença de um agente da CIA e outro da KGB se unindo para o bem maior.

Quando o agente americano Napoleon Solo recebe a missão de encontrar a filha de um cientista nuclear conhecida como Gaby Teller, somos inseridos em uma frenética apresentação de personagens, permeada por uma sequência de ação e perseguição do agente russo Ilya Kuryakin. Mesmo que espectador não conheça esse universo apresentado pela série de 1964, é fácil adivinhar o que vem no decorrer do filme e talvez seja bom deixar claro que não há necessidade em conhecer a série, pois o desfecho do longa metragem indica que este se trata de uma prequel.


Ritchie brinca com alguns clichês de espiões balanceando entre os dois agentes do filme. Solo (Cavill) e Ilya (Hammer) possuem problemas e peculiaridades que dão um leve e agradável tom de comédia ao filme, dando ênfase em suas falhas. Existem sequências que dão o toque de humor sem forçar a barra ou infantilizar as cenas de ação. O Agente da U.N.C.L.E não é um filme comum, mas também não possui tanta diferença dos demais em seu resultado final.

Mencionei que os filmes de Guy Ritchie são ligeiramente comparáveis a clipes musicais e essa característica é mantida no filme, mesmo que em poucos momentos. A trilha sonora é agradável e bem inserida, empolga e diverte. O trabalho do músico Daniel Pemberton, responsável pela trilha, não deixou a desejar.


A motivação para assistir O Agente da U.N.C.L.E está na direção e na fórmula dos filmes de agente secreto. Caso o espectador goste do trabalho de Guy Ritchie ou seja entusiasta com histórias de espionagem durante a Guerra Fria, não sairá decepcionado.
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