
SINOPSE
Do mesmo criador de Ragnarok, Tree of Savior foi anunciado com o intuito de entregar uma nova experiência de MMORPG. Moldado em mecânicas novas mas com o visual similar ao seu antecessor, Tree of Savior é a nova promessa para o gênero de jogos on-line.

Se você sobreviveu aos anos 2000, certamente vivenciou a era do MMORPG coreano Ragnarok. Sucesso no Brasil, o jogo ditou regra em MMOs por muitos anos, mas devido a sua falta de inovação (que convenhamos, seria cobrar demais) perdeu o brilho diante da evolução natural de outros jogos do tipo.
Mas eis que surge uma nova esperança: com a previsão para lançamento durante o segundo semestre de 2015, Tree Of Savior chega ao Brasil para acalentar os corações sedentos por mais Ragnarok e, dessa vez, a sul-coreana Nexon acerta. Ao convidar o responsável pelo desenvolvimento do primeiro Ragnarok, Hakkyu Kim, finalmente torna possível a experiência de jogar um novo “Ragnarok” e, de quebra, eliminar das nossas mentes o fracasso que foi Ragnarok 2.

Após alguns minutos dentro do recém-lançado beta, revi alguns dias da minha adolescência que consistiam em criar um personagem fofinho para lutar contra monstros fofinhos. Toda a arte do jogo remete ao seu antecessor espiritual, consistindo em um plano de 2.5 dimensões com os personagens jogáveis, monstros e NPC’s construídos em sprites (objeto gráfico bidimensional). Agregado ao visual existem também vários efeitos de luz, sombra e cores que somam na beleza e tornam a experiência mais atual.
A jogabilidade é o seu grande diferencial e talvez um dos pontos fortes do MMO. Totalmente jogável pelo teclado do computador, é fácil controlar a movimentação ou os ataques do personagem, aumentando a dinâmica durante as batalhas, a velocidade dos ataques. Além disso, a possibilidade de desviar dos golpes do inimigo diminuem a monotonia que é jogar um MMO. Mesmo com essas “novidades”, acredite: o melhor acontece ao plugar um Joystick ao computador. Sim, Tree of Savior também dá suporte a controles! Efetuei o teste com controles de PS4 e Xbox 360 e os dois são completamente compatíveis com o jogo, alterando inclusive a interface da tela para os botões do controle.

Começamos com a possibilidade de escolher entre 4 classes diferentes (na versão beta), sendo elas Esgrimista, Arqueiro, Mago e Clérigo (nostálgico, hein?). A história inicial do jogo é um clichê, como dita a regra. A caminho da cidade principal, somos abordados por um cavaleiro que nos questiona se as "deusas" nos convocaram para viajar até a cidade de Klaiped em sonho. É dito que o mundo foi abandonado pelas deusas e que dessa forma seus habitantes são assolados por monstros, mas que Laima, a deusa do destino, convoca guerreiros que lutem por ela. Uma história com fórmula pré-estabelecida até mesmo para um MMO e que é facilmente ignorada durante as quests, já que o jogo não se aprofunda e entrega lentamente o que aconteceu ao mundo em que se passa.
Aparentemente a forma de evoluir no jogo é conseguir level enfrentando monstros. Imaginei que em 2015 os MMO’s já teriam superado esse tipo de jogabilidade, mas como existe público, é válido que exista essa opção. No decorrer da versão beta já encontrei diversos mapas e áreas incrivelmente lotadas de outros jogadores; não que isso seja necessariamente uma desvantagem, principalmente ao se tratar de um MMO; mas caso essas áreas propicias a aumentar o nível sejam escassas ou pequenas, como é o caso, logo vão aparecer os problema fatídicos de jogos com esse tipo de progressão que são os jogadores trolls.

O jogo matou a minha saudade de um gênero que já é bastante desgastado. Acredito que para fãs do talvez falecido Ragnarok essa seja uma nova oportunidade de perder horas de vida conseguindo chapéus e cartas, pois, se não fosse pela diferença de nomes, diria que o que joguei foi um Ragnarok 3 e não Tree of Savior.
