Maze Runner - Prova de Fogo


SINOPSE
Após escapar do labirinto, Thomas e os garotos que o acompanharam em sua fuga da Clareira precisam agora lidar com uma realidade bem diferente: a superfície da Terra foi queimada pelo sol e eles precisam lidar com criaturas disformes chamadas Cranks, que desejam devorá-los vivos.

Realmente, uma prova de fogo.

Ao assistir ao Maze Runner - Prova de Fogo (Maze Runner - The Scorch Trials), segundo filme da franquia, me peguei pensando em uma coisa: estaríamos nós ficando cansados de filmes distópicos no estilo "jovens adultos", assim como estamos ficando indispostos com as produções de super heróis? Estaria eu, no caso? Ou teria sido esse filme tão chato a ponto de me fazer pensar sobre isso durante a exibição? Quem é que sabe?

O roteiro, adaptado por T.S. Nowlin, é dirigido por Wes Ball. Dylan O'Brien, Kaya Scodelario e Thomas Brodie-Sangster estão de volta ao elenco, que é reforçado com Giancarlo Esposito e Aidan Gillen. John Paesano é responsável pela música e Gyula Pados dirige a fotografia do filme.

Eu me lembro de quando eu assisti ao primeiro filme da franquia. Lembro do clima de Lost, de alguns elementos de O Cubo e de um filme que se destacava dentro do seu nicho, junto a Jogos Vorazes. Existia uma promessa ali. E essa promessa, assim como as características que tornavam Maze Runner interessante, é totalmente abandonada nesta continuação.


A trama se desenvolve da forma mais quadrada possível. Parece não haver muito interesse em distanciar este filme da fórmula básica dos Jovens Adultos que vemos no cinema: uma distopia em que um jovem se rebela contra o sistema opressor, por mais atraente que ele pareça, e embarca em uma jornada com os amiguinhos. Não existe nada além disso. É sem alma, sem tempero. E chato.

Para não dizer que não falei de flores, preciso comentar sobre o quanto o nível do filme é elevado nos momentos pontuados pela participação de Giancarlo Esposito. Tendo se tornado uma sensação entre o público jovem por sua personagem Gus Fring, na série Breaking Bad, é possível que seu nome agregue mais peso ao filme em si. O ator chegou a vir para o Brasil, acompanhando Kaya Scodelario, para promover o filme. Além dele e de Rosa Salazar, que também chegou para agregar, a maioria das atuações está em um nível que não passa muito do esperado (e, sinceramente, do lugar-comum).

Em resumo, Maze Runner - Prova de Fogo é só mais um filminho que segue uma fórmula à risca e esquece de ter sua própria personalidade. A maior surpresa do público, muito provavelmente, será o fato de que a verdadeira Prova de Fogo é assistir o filme até o final.
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