
SINOPSE
10 anos após os acontecimentos de Planeta dos Macacos - A Origem, a sociedade humana está em ruínas enquanto a dos símios prospera e fica cada vez mais complexa. A necessidade de acesso dos humanos a uma usina hidrelétrica que pertence ao território dos macacos é o estopim para o novo confronto.
10 anos após os acontecimentos de Planeta dos Macacos - A Origem, a sociedade humana está em ruínas enquanto a dos símios prospera e fica cada vez mais complexa. A necessidade de acesso dos humanos a uma usina hidrelétrica que pertence ao território dos macacos é o estopim para o novo confronto.

"Quem é o inimigo? Quem é você?"
Com a difícil missão de dar continuidade ao reboot da aclamada franquia, Planeta dos Macacos - o Confronto (Dawn of the Planet of the Apes) se mostra imponente, mas evita o perigo. Tal como César.
O filme, novamente dirigido por Matt Reeves, tem Andy Serkis de volta como César em um motion capture que, por si só, já é digno de aplausos. Além de Serkis, a sequência traz um elenco renovado com nomes como Gary Oldman, Jason Clarke, Keri Russell e Toby Kebbell, na pele do macaco Koba.


A palavra chave deste filme é Confiança. A confiança é o que faz, basicamente, os quatro "pilares" (César, Koba, Malcolm e Dreyfus) do filme interagirem entre si e se moverem dentro da história. E é quando há um desvio de confiança que os movimentos destes pilares são desviados. E é assim que se inicia o Confronto.
Preciso dizer isso antes de dizer que Planeta dos Macacos - O Confronto é, além de uma boa ficção científica, uma ótima aula de política. Principalmente quando se fala sobre a civilização símia, que está, como o nome do filme sugere, em sua Aurora. O Golpe Militar aplicado por Koba no segundo ato do filme é o ápice disso: O Mestre de Armas que discorda do Bom Governante, que parece estar indo para um lado mais "sombrio" da balança e, em um ato totalmente justificável dentro de suas ideologias, toma o lugar deste e transforma a sociedade em uma Ditadura Militar. Sensacional!
Mas não é só de referências políticas que vive este filme. Há, também, algumas referências ao filme anterior e, ainda, à série antiga. Um dos pontos mais diretos é o momento em que os macacos, apesar de não estarem liderados por César, vão ao confronto dos humanos numa cena noturna, iluminada por tochas etc. Impossível não lembrar de Conquista do Planeta dos Macacos (1972) e, no resto das cenas na floresta, Batalha pelo Planeta dos Macacos (1973).

O princípio quase bíblico de que "Macaco não mata macaco" é, inclusive, um dos principais temas de Batalha pelo Planeta dos Macacos. Além disso, César praticamente volta da morte neste filme. Isso justificaria, inclusive, o fato de os macacos do futuro de Planeta dos Macacos (1968) o considerarem como um Messias. Ora, não é todo macaco que "volta dos mortos" para livrar uma sociedade de um ditador.
Ao mesmo tempo, o contrário acontece com os humanos. Em Dreyfus, o "Governador" da sociedade distópica que a humanidade se tornou é movido apenas por medo e vontade de vingança. A xenofobia dos outros habitantes da comunidade é a maior arma de controle dele sobre as pessoas. E não já vimos na vida real, também, uma história famosa de um homem que se aproveitou de uma sociedade em frangalhos, que a ergueu e a usou contra outros apenas para seus fins sinistros? E o que houve, assim como no filme? No fim das contas, a tal sociedade sofreu mais ainda.
Ao mesmo tempo, o contrário acontece com os humanos. Em Dreyfus, o "Governador" da sociedade distópica que a humanidade se tornou é movido apenas por medo e vontade de vingança. A xenofobia dos outros habitantes da comunidade é a maior arma de controle dele sobre as pessoas. E não já vimos na vida real, também, uma história famosa de um homem que se aproveitou de uma sociedade em frangalhos, que a ergueu e a usou contra outros apenas para seus fins sinistros? E o que houve, assim como no filme? No fim das contas, a tal sociedade sofreu mais ainda.
Entre as nuances das duas civilizações, o denominador comum já abordado é o que faz as coisas acontecerem, seja para o bem ou para o mal. Não falo sobre a Confiança que move todos os principais personagens já citados. Falo sobre o Fator Humano, presente naquele que quer ser mais humano, naquele que abre a mão de sua humanidade, naquele que age humanamente, independente de sua raça e daquele que enxerga a si mesmo como humano e, aos outros, como coisas menores.
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