
SINOPSE
Lance Clayton é um professor de poesia e escritor, que aspira a ser reconhecido profissional e financeiramente por seu trabalho e escreve uma carta de suicídio para honrar seu filho, que morreu em uma situação constrangedora.
Lance Clayton é um professor de poesia e escritor, que aspira a ser reconhecido profissional e financeiramente por seu trabalho e escreve uma carta de suicídio para honrar seu filho, que morreu em uma situação constrangedora.

Quando alguém se vai, honra-se o que fica.
Na última segunda-feira, foi dada a notícia do falecimento de Robin Williams, um simpático senhorzinho que muitos devem lembrar por seus papéis em O Homem Bicentenário, A Sociedade dos Poetas Mortos e Gênio Indomável.
Podia ser encontrada, mesmo nos menores e mais bobos trabalhos do ator, uma dedicação intensa, mesclada à paixão dele por seu trabalho. Aliás, Williams não era só um bom ator, mas também era um ótimo comediante e um cara muito humano em sua vida social. Apaixonado por Doctor Who, Star Trek, Zelda e animações japonesas, Robin Williams era tão humano quanto eu e você (tirando o fato de ser um ator incrível) e tão suscetível a erros quanto nós.

O filme em questão não foge à regra: Robin Williams está sensacional, passando todas as sensações necessárias para a imersão total na atmosfera cômica e melancólica da narrativa, acompanhado de um elenco que não fica devendo em nada, também. A narrativa do filme é muito simples e muito "casual" e alguns arcos não são fechados, assim como acontece na vida real. Algumas pessoas podem estranhar bastante esse formato e acabar não gostando.
A paleta de cores usadas é muito bela e interessante, juntando cores que apresentam contraste absoluto, exemplificando os sentimentos de Lance, de luto, alívio e sensação de oportunidade. Para reforçar ainda mais a ideia, a trilha sonora segue a mesma linha de pensamento, com músicas sensacionais.
Nos dias que seguiram a partida do ator, as pessoas levantaram as mesmas questões que as personagens do filme, cada uma da sua maneira: "Quem tem mais direito ao luto?", "Quem gostava e quem não gostava?", "O que nos resta a fazer?".
É claro que o filme tem sua própria maneira maluca de abordar estas questões, mas é uma ótima obra para se lembrar e honrar este grande ator e refletir sobre a efemeridade da vida e daqueles ao nosso redor.
