Invencível

SINOPSE
Invencível conta o drama real de Louis Zamperini, atleta olímpico e bombardeiro durante a Segunda Guerra Mundial. Zamperini, após um acidente de avião, passou 47 dias à deriva no mar com dois companheiros de guerra e, após isso, foi capturado como prisioneiro de guerra pelo exército japonês.



A versão final do roteiro, baseado no livro de Laura Hillenbrand, é assinada pelos Irmãos Coen e dirigida por Angelina Jolie. O filme é estrelado por Jack O'Connell, Domhnall Gleeson e Takamasa Ishihara (também conhecido como Miyavi). Roger Deakins é o diretor de fotografia e a maquiagem é coordenada por Nik Dorning. O filme concorre ao Oscar 2015 em três categorias (confira aqui).

Os filmes sobre a Segunda Guerra Mundial parecem estar sempre em alta. Só no ano de 2014, dois chegaram a ser indicados ao Oscar (ambos com o combo "Segunda Guerra + Biografia"): Invencível e O Jogo da Imitação. É uma pena que Invencível (Unbroken) seja fraco e levemente irrelevante.


O filme tem uma fotografia excelente. Alguns planos são tão bonitos que dão vontade de subir à cabine de projeção da sala de cinema e pedir para vê-los por mais um tempo. Além disso, o trabalho de maquiagem está excelente. A junção das duas coisas, quando acontecem em alguns momentos do filme, criam um universo muito crível e bem elaborado.

O som de Invencível também é muito interessante. Desde o som das balas entrando pela fuselagem do avião, até o som dos socos na cara do protagonista dão uma impressão enorme de realismo. A trilha sonora chega a emocionar em alguns momentos e a música Miracles, da banda Coldplay, encerra o filme de uma forma muito boa, com um clima condizente com o que acabamos de assistir.


O lado ruim é que existe tanto esforço empregado em homenagear e exaltar a figura de Zamperini, que o próprio trabalho de fazer a personagem vivida por O'Connell refletir um ser humano tridimensional parece não ter tanta importância para quem nos apresenta o filme. Aliás, nenhuma das personagens, talvez com uma exceção, consegue ter, de fato, três dimensões.

Outra coisa que incomoda é o abandono de certas linguagens narrativas durante o filme, como a montagem paralela, que alterna entre o presente (do filme) e o passado de Zamperini. O recurso nos acompanha até o meio do filme e, a partir daí, é deixado totalmente de lado. Além disso, os eventos abordados nesses momentos que narram a infância e juventude do protagonista praticamente não são utilizados narrativamente no decorrer da história.

Em resumo, Invencível é um filme legal, que narra uma história que chega a ser emocionante mas que, por falta de tentativa, não consegue ser relevante nem dentro do campo das cinebiografias e nem no dos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial. Ou até mesmo entre os filmes escritos pelos Irmãos Coen. Você pode decidir o campo.



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