O Cão Que Guarda As Estrelas


SINOPSE
Uma emocionante aventura de um homem que, sem emprego, abandonado pela esposa e diagnosticado com uma grave doença, parte - acompanhado somente de seu cachorro - em uma viagem pela costa em direção ao interior do Japão e de um lugar que ambos possam chamar de lar.



"Quando as coisas vão mudando aos poucos, depois de alguns anos, acabam mudando bastante."

Se você é o tipo de pessoa que ainda pensa que mangá é coisa de criança, abra seu coraçãozinho e dê um voto de confiança para o Japão. O método oriental de contar histórias vai muito além do que a gente está acostumando. Mais do que um simples entretenimento, os japoneses costumam "vender" filosofias de vida.

O Cão Que Guarda As Estrelas é escrito e desenhado por Takashi Murakami, foi lançado no Japão em 2008 e no Brasil em 2014, como volume único. Traz consigo uma série de prêmios internacionais e uma adaptação para o cinema.

O enredo é propositalmente simples, se trata de uma viagem feita por um homem e seu fiel amigo Happy, um cãozinho que também é o narrador da história. Ao embarcar na visão alegre e completamente inocente de um cachorro, cada página parece ter o poder de te aproximar cada vez mais da dupla.


E, antes que perceba, já é tarde demais. Você está envolvido e sua carga emocional parece estar voltada inteiramente para o desfecho daquela narrativa. O senhor que protagoniza a história é apresentado por Happy apenas como "papai", e seu papel é aprender que, apesar de a vida não ser fácil, ainda é possível manter o astral e a positividade.

Apesar de ser uma história de evolução pessoal, se você já passou por algo parecido ou se ama seu melhor amigo de quatro patas, se prepare. As lágrimas serão inevitáveis. Parece que toda simplicidade se transmuta em uma sincera dose de emoção.


A expressão japonesa que nomeia a obra: Hoshi Mamoru Inu (em tradução literal O Cão Que Guarda As Estrelas); é usada para figurar pessoas que almejam algo impossível, e se origina da imagem do cachorro que fica olhando para céu, como se desejasse uma estrela. Mas Murakami subverte este conceito para mostrar justamente o contrário: é possível ser feliz levando uma vida simples, mas, ao mesmo tempo, não devemos parar de sonhar.
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